Engenheiro “Piá de Prédio”!

As principais dicas que podemos dar para ninguém passar apuros quando estiver sujando a bota durante o trabalho.


Se você é paranaense, provavelmente já ouviu falar a expressão “piá de prédio”. E para quem não é, esse termo serve para definir aquela pessoa que nunca sai de casa, mas quando sai acaba ficando perdido e sem saber o que fazer. Então, hoje a nossa intenção é dar algumas dicas para você não ser um profissional “piá de prédio” ou “engenheiro de escritório” na hora de fazer algum trabalho em campo.


Quando se fala de expedição de campo, muitas são as possibilidades de serviços que podem ser executados, desde uma simples reunião no canteiro de obras até uma incursão no meio da mata, por exemplo. Não queremos ensinar os profissionais a fazer o seu trabalho, mas uma coisa que não muda para qualquer um é a necessidade de planejamento!


Pensando em deixar a sua viagem mais tranquila, resolvemos reunir tudo aquilo que já aprendemos que é realmente necessário antes de se aventurar no mundão lá fora! Para deixar bem explicado dividimos esse artigo em planejamento, principais materiais para se levar e o que prestar atenção quando estiver na labuta no meio do campo.


Traçando o roteiro


O planejamento do serviço de campo pode parecer bastante óbvio, mas ao longo de todas as nossas vivências já nos deparamos com situações em que não fizemos dever de casa. O trabalho bem executado e pensado nos mínimos detalhes garante um serviço de escritório muito mais assertivo e eficiente, além de deixar a cabeça livre de imprevistos durante o campo. Vamos lá então, começando com algumas etapas que devem ser feitas antes de pegar a estrada:

  • Listagem de atividades

Para começar a pensar em um trabalho externo é imprescindível que se saiba exatamente qual o motivo da viagem. Listar e revisar cada atividade, reunião, levantamento ou objetivo que deve ser cumprido é muito importante para que não haja perda de tempo ou que nada seja deixado para trás. Um minuto a mais investido em planejamento pode significar horas economizadas durante a viagem.

  • Escolha dos profissionais

Sabendo o que precisa ser feito, é hora de definir qual a equipe mais adequada para aquele trabalho. Pessoas diferentes possuem qualidades diferentes, ou seja, aquela que possui grande capacidade para coordenar uma reunião, por exemplo, talvez não seja a melhor para desenvolver um serviço especializado em campo. Além disso, uma equipe de dois ou mais profissionais pode ser muito mais eficiente do que uma pessoa só, desdobrando-se e realizando mais de um serviço ao mesmo tempo.

  • Definição do itinerário

Depois de se definir o que precisa ser feito e qual o tamanho da equipe responsável, o detalhamento de um itinerário eficiente representa economia de tempo e, consequentemente, de dinheiro – já que um dia a menos de campo ou alguns quilômetros economizados podem representar muito no orçamento.


Figura 1: O Google Maps é seu aliado. Carregue o mapa antes e não feche o aplicativo.

  • Contatos

Ter para quem ligar ou perguntar algo em campo é muito importante caso precise acessar algum lugar privado, surja alguma dúvida ou dificuldade inesperada. Logo, é sempre importante ter os contatos das pessoas indicadas e deixá-las avisadas sobre a presença da equipe nos dias marcados de trabalho.

  • O que comer, onde dormir

Escolher bem, ou pelo menos ter uma ideia, de lugares para hospedagem e pensar na alimentação dos profissionais é algo primordial para o bem-estar das pessoas e qualidade do serviço. Uma boa comida e uma boa noite de sono tornam o trabalho muito mais agradável. Locais estratégicos para o itinerário e que sejam confortáveis podem ajudar mais do que parece!

  • Previsão do tempo

Conferir a previsão do tempo alguns dias antes pode ajudar muito no planejamento, principalmente se o trabalho for realizado em ambiente aberto ou envolver andar em alguma estrada rural. Dependendo do caso, e se for possível, é melhor adiar alguns dias para trabalhar no “seco” do que correr o risco de atolar o carro, não acessar algum lugar, tomar chuva na cabeça e perder rendimento em campo.

  • Escolha do transporte

Depois de saber tudo sobre o trabalho, qual o tamanho da equipe e quais as dificuldades esperadas, fica fácil saber qual a melhor forma de chegar lá (literalmente!). É justamente nesse ponto que uma economia boba pode custar muito no fim do dia. A escolha de um veículo leve, por exemplo, pode ser uma péssima opção caso você se depare com uma estrada rural desconhecida e muito acidentada. Ou do contrário, se você já conhece o local e prestou atenção na previsão do tempo, um veículo leve pode ser uma importante economia se você se garantir na direção e souber que aquela viagem não vai exigir uma caminhonete 4x4.


Figura 2: Não subiu porque não era traçada.


O que levar na mala?


Além do planejamento propriamente dito, é muito importante pensar em quais materiais devemos levar para campo para que contratempos sejam evitados e nenhuma etapa do trabalho seja mal executada. Listamos aqui tudo aquilo que salva a nossa pele e deixa a gente longe de apuros no dia-a-dia do campo:

  • Smartphone

Muitas vezes o celular é a única conexão com o mundo durante um trabalho remoto. Fotografar e filmar algo importante, o GPS no meio do nada, a internet, uma ligação ou um e-mail urgente. Sim, ele te salvará! E não se esqueça de deixar sempre bem carregado!

  • Mapas

Um bom e velho mapa, impresso ou feito no escritório e salvo no celular, pode te ajudar muito a lembrar de todos os detalhes do trabalho e até mesmo te direcionar pelo caminho certo quando se deparar com uma encruzilhada.

Figura 3: Infelizmente, nem sempre o mapa "do google" está atualizado.

  • Capacete, chapéu, facão e perneiras

Tudo isso pode ser considerado EPI, mas cada um tem uma finalidade específica no campo. O capacete, além da segurança, pode te identificar no meio do canteiro de obras. Já o chapéu, te ajuda a não pegar muito sol na cabeça ou a não deixar nenhum inseto cair nos olhos enquanto anda pela mata. O facão, além de abrir caminhos, também pode representar a sua única segurança ao se deparar com algum perigo em ambiente inóspito. Perneiras, por fim, podem literalmente salvar a sua vida evitando picada de um animal peçonhento.

  • Roupas adequadas

Se você quer ter o máximo conforto e não estar exausto no fim do dia, é melhor pensar bem no que vai levar... A dica é priorizar calçados macios e resistentes, roupas adequadas para a estação, que protejam de picadas de insetos e do sol, além de, no mínimo, em uma roupa extra caso o trabalho possa exigir um dia a mais de viagem ou o próprio caminhamento em regiões úmidas.

Figura 4: Botas têm validade, aprendam isso.

  • Água

Parece simples, mas água é o que mais precisamos ingerir durante um dia de trabalho pesado e, ao mesmo tempo, o que mais nos esquecemos de levar. Comprar uma garrafa térmica é uma boa dica! Geralmente existem bebedouros em postos de combustível em que se pode enchê-la de graça.

  • Protetores, repelentes e remédios

Itens que representam conforto e segurança, os protetores podem evitar uma bela queimadura e os repelentes podem deixar os “borrachudos” longe do seu sangue. Levar algum antialérgico também é uma dica, caso você seja picado por alguma abelha ou encoste em um pé de urtiga.


Sujando a bota!


Agora que estamos equipados e temos bem claro como o trabalho de campo será realizado, existem algumas dicas do que pode ser feito durante os serviços para que possamos economizar tempo, ter eficiência e prestar o serviço com mais qualidade.

  • Checkpoints

Quando o local de trabalho é desconhecido, busque por memorizar pontos chamativos como postos de combustível, vilarejos, casas, monumentos, que podem te ajudar caso precise de ajuda ou até mesmo para se lembrar de algo importante que aconteceu em campo.

  • Pane seca

Não deixe de manter uma boa quantia de combustível no tanque! Nem sempre se sabe quando encontrará o próximo posto de combustível e, certamente, andar alguns quilômetros a pé não será nada agradável.

  • Rede de celular

Lembra que o smartphone é um grande aliado durante o trabalho de campo? Descobrir e lembrar os lugares em que há cobertura de rede é primordial para se manter “ligado ao mundo”.

Figura 5: Ficar sem sinal é ruim, atolado pior ainda.

  • Checklist

Por fim, depois de todo o trabalho realizado e tantos cuidados tomados, é importantíssimo revisar o que foi planejado e conferir se realmente tudo foi feito, todas as informações foram levantadas e que nada ficou para trás. Lembre-se que é melhor ficar mais um dia em campo do que voltar para casa e descobrir que o serviço deve ser refeito.


Estamos indo, de volta, pra casa...


Os serviços possíveis de engenharia e a quantidade de tarefas e materiais necessários em campo são infinitos e talvez a sua realidade contemple muitas outras coisas básicas que não citamos aqui. Entretanto, a mensagem principal é a de que um bom profissional nunca deve deixar a qualidade de o seu trabalho ser afetada por falta de planejamento e organização. Estas foram algumas das principais dicas que nós, da Delta S Engenharia, aprendemos ao longo do tempo por experiência própria e outras compartilhadas.


Ademais, muitos podem pensar que a presença em campo “não é tão necessária” (e pode até não ser), mas lembre-se que muito da engenharia acontece na prática e mesmo de dentro de um escritório, em algum momento, você terá que coordenar alguém em campo.


Por isso: não se esqueça dessas dicas simples, mas vitais, para que você nunca seja um “piá de prédio” na engenharia.


Agora, o brinde


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Aproveite e faça o download do nosso checklist para seu planejamento de campo ser ainda melhor!

Checklist Delta S
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